Produção coletiva de texto: quando, o que, por que e como?

Produção coletiva de texto: quando, o que, por que e como?

Tempo de leitura: 4 minutos

A elaboração textual coletiva é uma importante etapa para possibilitar o desenvolvimento pessoal e o avanço coletivo no grau de aprendizagem das nossas turmas.

E o melhor é que esse tipo de atividade pode ser realizada em diferentes momentos do conteúdo ensinado, favorecendo a síntese do que já foi aprendido e trazendo novos desafios para as crianças.

Significa dizer que a produção textual pode ser feita, inclusive, com os alunos que não estão alfabetizados, pois mesmo que não estejam lendo e escrevendo, eles estão constantemente participando do processo de alfabetização. E, por isso, eles devem sim fazer parte das práticas de escrita. Ou seja, não existe contraindicação.

A Produção textual é uma expressão, uma forma de comunicação, de memorização dos alunos. Por exemplo: criação de listas.

Portanto, é possível fazer isso com crianças menores e, até mesmo, com bebês. Sabe por quê? Porque produção textual não é sinônimo de treino motor!

O texto criado não precisa ter sido escrito à mão! A criação acontece ao cantar uma música ou ao escrever um bilhete para a família. O objetivo não é fazer com que as crianças escrevam, mas que participem de situações de letramento.

É importante deixar os alunos “fervilhando de ideias” (SOARES, 2020). Eles não podem ir para produção textual como se fossem uma folha em branco. E isso depende da capacidade da professora protagonista de propiciar jogos e momentos que induzam à criatividade.

Todo nós dependemos dessa interação para aprender. Interação com o outro, com um objeto, algo concreto, o que for. Como uma boa professora, nada melhor que planejar esses momentos para os alunos interagirem, através, por exemplo, de um momento de leitura. Ler é fundamental. Antes de escrever textos, é preciso ler textos.

 

Quando planejar produção textual coletiva?

 Sempre. Desde a educação infantil. Quanto mais cedo, melhor. As experiências com a produção textual, propostas e mediadas pela professora protagonista, contribui com o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e à criatividade, bem como amplia a visão de mundo.

 

 O que escrever?

 Depende do que é apropriado para aquela turma. E sabe de onde tiramos os gêneros certos? Do contexto da nossa sala de aula e do que está no currículo. Por exemplo: se vai acontecer uma festa na escola, nada melhor que trabalhar um convite.

E, se por acaso a sua instituição de ensino não tiver um currículo próprio, vale a pena ir atrás da Base Nacional Comum Curricular para encontrar o equilíbrio e saber quando dar ênfase em cada habilidade específica.

Como sugestão de leitura, deixamos o livro “Alfaletrar” da professora Magda Soares.

SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e escrever. São Paulo: Contexto, 2020.

Nesse livro, ela nos traz alguns gêneros preferenciais para escrita e produção de texto no ciclo de alfabetização e letramento. Vejamos:

Interativos: bilhete, convite, carta.

Instrucionais: regra de comportamentos e regras de jogo.

Narrativos: histórias pessoais, retextualização de tirinhas, relatos de experiências pessoais ou coletivas, conto.

Expositivos: texto informativo, propaganda, cartaz, legenda.

 

Por que escrever?

 Deve existir um propósito por trás de toda e qualquer atividade. Por que escrever? Quem vai ler o que está sendo produzido? Não se pode deixar a criança desmotivada escrevendo para ninguém.

Os alunos não podem fazer produção textual só para o professor corrigir ortografia. Como dito anteriormente, não se trata exclusivamente de treino motor. Depende de intencionalidade! E, por isso, é importante deixar claro para as famílias o que se corrige e por que se corrige.

 

Como fazer essa produção de texto coletiva?

As possibilidades são infinitas para uma professora protagonista. Como sugestão, trazemos a atividade da professora Maria Tereza (aluna dos cursos Clarissa Pereira).

Nessa atividade, realizada durante o ensino remoto, a professora enviou diversas mensagens com imagens diferentes para os seus alunos através do Whatsapp. Cada aluno deveria sugerir ideias a partir daquela cena recebida e enviar por áudio para a professora. Ela editou e uniu todas essas ideias transformando-as em uma história coletiva que, depois, foi contada para toda a turma.

Mas, atenção, para que o trabalho dê o resultado esperado, é preciso que ocorra de forma organizada, evitando a dispersão. Por isso, o protagonismo do professor é crucial para preparar e usar estratégias que mantenham a classe atenta por mais tempo.

Para mais atividades como essa, não deixe de assistir à nossa live sobre “Como fazer uma produção de texto coletiva?” no YouTube.

Além disso, se esse conteúdo fez sentido para você e você se interessa por ideias práticas do assunto, clique aqui e conheça o POP – Programa de Ortografia na Prática.

 

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Grande abraço,

Iara Rodrigues

(Texto redigido por Iara Rodrigues e revisado por Daiane Garcia).

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